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Pai estupra filha durante 6 anos; esposa e mãe o perdoa por ser 'Testemunha de Jeová'

A Bíblia chama esse tipo de gente de "Lobo em pele de Ovelha" (Mateus 7:15)

Por Daniel Alves em 13/05/2022 às 07:47:41

Homem foi condenado a 24 anos de pris√£o. Ele é acusado de estuprar a própria filha por cerca de seis anos em Mogi Gua√ßu (SP).

Antes de ser preso, um homem acusado de estuprar a própria filha teria sido "perdoado" pela m√£e da jovem, que explicou ser "testemunha de Jeov√°", denomina√ß√£o crist√£ cujos fiéis baseiam sua cren√ßa em uma interpreta√ß√£o literal da Bíblia. As testemunhas de Jeov√° acreditam que o ato de perdoar "abre o caminho para a salva√ß√£o".

A vers√£o foi dada pela tia materna da crian√ßa, em depoimento à polícia, e consta em acórd√£o do Tribunal de Justi√ßa de S√£o Paulo (TJSP), que negou, em setembro do ano passado, absolver o réu.

O homem foi preso em 2019 e, em seguida, condenado a 24 anos de pris√£o.

A tia relatou que, após saber dos abusos sexuais sofridos pela garota, dos 6 aos 12 anos, resolveu contar para a m√£e da menina, a qual afirmou que j√° sabia dos fatos.

"[A tia] contatou sua irm√£, genitora da vítima, que respondeu que j√° sabia dos fatos e chegou a indagar ao réu, oportunidade em que ele teria admitido os atos libidinosos. Mas a m√£e resolveu perdoar o acusado, "por ser testemunha de Jeov√°'", narra o acórd√£o judicial.

A tia afirmou ainda que a irm√£ teria um "amor doentio pelo réu, com elevada depend√™ncia emocional", e que poderia estar fechando os olhos aos fatos para n√£o ter que se separar do marido.

Foi a tia que teria ajudado a menina a procurar uma delegacia e denunciar o pai.

A vítima morava junto com o pai em Mogi Gua√ßu e teria sido abusada sexualmente pela primeira vez quando tinha apenas 6 anos.

Segundo a garota, o pai a acariciava de forma estranha, manipulava os órg√£os genitais e a lambia, até mesmo de madrugada. Geralmente os abusos ocorriam quando os dois ficavam sozinhos na casa.

A menina relatou que após os crimes passou a ter depress√£o e crise do p√Ęnico, além de ter dificuldade em se relacionar com homens e frequentar locais públicos.

Em seu depoimento, a m√£e da vítima afirmou que nunca soube de nada. A mulher alegou também que o homem "sempre tratou bem os filhos, sendo carinhoso com todos ao seu redor, e nunca apresentando comportamentos suspeitos".

Procurado, o Ministério Público de S√£o Paulo (MPSP) n√£o respondeu se a m√£e da crian√ßa é investiga por omiss√£o, uma vez que o caso est√° em sigilo.

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