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Polícia procura homem suspeito de manter esposa e duas filhas em cárcere privado por mais de 20

Por Daniel Alves em 30/09/2022 às 05:23:24

Casebre onde a família vivia aprisionada

Família vivia em condições precárias em uma área rural de difícil acesso. Esposa contou que filha mais nova nasceu em casa porque o marido a impedia de fazer pré-natal e também a proibiu de ser assistida no momento do parto.

Um homem, de 60 anos, é procurado pela polícia suspeito de manter a esposa e duas filhas em cárcere privado por cerca de 22 anos, em Valença (RJ). A família vivia em condições precárias em uma casa que fica em uma área rural de difícil acesso no distrito de Pentagna. As informações são da Polícia Civil.

A polícia foi até o local após uma denúncia de que o suspeito teria ameaçado vizinhos. No momento em que os agentes tentaram fazer a abordagem, o homem foi visto fugindo para uma área de mata e não foi mais localizado.

Na residência, viviam três mulheres: a esposa e duas filhas do fugitivo, sendo uma aparentemente maior e a outra menor de idade — não há confirmação das idades porque as filhas não foram registradas e, por isso, não possuem documentos de identificação civil.

Segundo a polícia, as filhas do suspeito nunca frequentaram a escola e também eram desestimuladas a receber atendimentos de saúde do município.

A esposa contou ainda que a filha mais nova nasceu em casa porque o marido a impedia de fazer pré-natal e também a proibiu de ser assistida no momento do parto.

As três mulheres foram retiradas da situação de cárcere privado durante a ação, que foi feita por policiais civis das delegacias de Valença e de Rio das Flores, além de guardas municipais de Valença.

Investigação

Os policiais descobriram que o suspeito possui um mandado de prisão em aberto por homicídio qualificado, expedido em 2007. Desde então, ele é considerado foragido da Justiça.

As vítimas juntaram pertences pessoais e foram levadas para a casa de parentes.

"Procuramos um abrigo, encontramos a família da esposa, que, inclusive, acreditava que ela já estava morta, pois ela não dava notícias durante toda a expedição do mandado do marido", acrescentou o delegado.

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