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Suspeita de matar namorado com brigadeiro envenenado queria ser beneficiária em contrato de venda de imóvel, diz testemunha

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Por Daniel Alves em 02/06/2024 às 13:32:18

Vítima Luiz Marcelo e Júlia Amdrade

Marcos Antônio de Souza Moura, amigo de infância do empresário morto, contou na delegacia que Luiz Marcelo disse pra ele que Júlia, a principal suspeita, estava pressionando para que ele alterasse o contrato da venda de uma casa em Maria da Graça.

O empresário Luiz Marcelo Ormond, que pode ter sido envenenado e morto pela namorada, foi pressionado por ela para alterar o contrato de venda de um imóvel. O objetivo seria incluir Júlia Andrade Cathermol Pimenta como beneficiária dos pagamentos ainda pendentes pela venda da casa. Luiz não mudou o documento.

Essa informação faz parte do depoimento de Marcos Antônio de Souza Moura, amigo de infância de Luiz Marcelo, e que mantinha contato frequente com ele. Júlia, a principal suspeita do crime, está foragida.

Segundo Marcos, há duas semanas, o próprio Luiz Marcelo contou que estava sendo pressionado pela namorada para realizar essa mudança no documento de compra e venda.

Marcos contou à polícia que comprou uma casa de Luiz Marcelo no bairro Maria da Graça, na Zona Norte. Segundo ele, os dois combinaram que o valor da casa seria pago em parcelas mensais de R$ 3 mil, a serem pagas todo dia 25. Além disso, o amigo se comprometeu a pagar mais R$ 20 mil a cada mês de janeiro, até que o valor total fosse quitado.

De acordo com o depoimento, ela queria ser beneficiária no contrato de compra e venda do imóvel, no lugar de Pedro Paulo Ormond Barbosa, primo de Luiz Marcelo.

"Ele falou: 'pô, Marcos, ela tá me perturbando. Ela perguntou por que eu não botei ela no contrato, e botei meu primo'", revelou Marcos.

Antecipação de pagamento

O amigo da vítima também contou em seu depoimento que recebeu uma mensagem suspeita enviada pelo celular de Luiz Marcelo no dia 18 de maio. Marcos acredita que a mensagem não foi escrita pelo amigo.

O que mais chamou a atenção de Marcos foi o fato de a mensagem chegar em forma de texto, diferente do hábito que eles tinham de só se falar por áudio. Além disso, a mensagem pedia a antecipação do pagamento de uma das parcelas da venda do imóvel.

"Nunca fizemos mensagens de texto, sempre áudio, áudio pra lá, áudio pra cá, nunca falamos por mensagem de texto e eu estranhei, nesse dia que ele me pediu o adiantamento", disse Marcos.

A mensagem supostamente escrita por Luiz Marcelo dizia o seguinte:

"Sobre o pagamento do dia 25, você pode antecipar este mês? Tive um gasto do caramba indo e voltando pra light, pra comprar as coisas pra religação de luz".

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