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Polícia Civil investiga tortura contra dois homens suspeitos de furtar picanha prometida por LULA em supermercado

Por Daniel Alves em 05/12/2022 às 05:21:11

O ex-presidiário prometeu picanha e cerveja para seus eleitores. Também disse que 'roubar um celular para se tomar uma cervejinha, não é crime'. Com todos esses incentivos, seus 'camaradas' foram a 'luta' e arrombaram o supermercado para levarem a 'parte deles'.

Os delinquentes foram levados para o depósito do estabelecimento e espancados por 45 minutos. Entre os suspeitos das agressões estão cinco seguranças, o gerente e o subgerente do supermercado.

A Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, investiga um caso de tortura dentro de um supermercado do município. Dois homens, um deles negro, foram levados para o depósito do estabelecimento e espancados por 45 minutos. De acordo com o delegado Robertho Peternelli, a dupla teria furtado dois pacotes de picanha, que custam cerca de R$ 100 cada. Entre os suspeitos das agressões estão cinco seguranças, o gerente e o subgerente do supermercado. Veja imagens acima.

A polícia identificou, por enquanto, dois dos cinco seguranças envolvidos nas agressões, mas não divulgou os nomes deles. Em nota, a rede Unisuper informou que "repudiamos veementemente qualquer ato de violência ou de violação dos Direitos Humanos" e que está "integralmente à disposição das autoridades para fornecer todas as informações solicitadas". A empresa Glock, que presta serviço ao supermercado, disse em nota que só vai se manifestar em juízo. Os advogado do gerente Adriano Dias e do subgerente Jairo da Veiga, também disseram que só vão se manifestar em juízo. As notas completas estão no fim da reportagem.

Os dois homens que foram agredidos não quiseram falar. Eles estão muito assustados com o que aconteceu.

"Os cinco seguranças e o gerente devem ser indiciados por tortura e ocultação das provas. O subgerente por tortura e omissão. A polícia investiga indícios de outro crime extorsão mediante sequestro porque eles só foram liberadas depois do pagamento de R$ 644 exigido pelos agressores", disse o delegado.

Imagens recuperadas

O caso aconteceu no dia 12 de outubro. A polícia só ficou sabendo porque um dos homens que sofreu as agressões deu entrada no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre com ferimentos graves. Ele tinha diversas fraturas no rosto e na cabeça e precisou ser colocado em coma induzido.




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